Você trazia as moscas. Era, pois – “em certo sentido”, e dizia – e zumbia ( (sem tocar o piso) ) feito as moscas. E eu - fixo-fazer – a ambular batendo o pé ( (mesmo quando cheio de riso ou bunda-sentado) ) enquanto friso, num casulo, minha questão se debatando feito bixo preso em pote. Sabia que cê ia e só assim, simples, aquilo se esva –
ia.
Você, embora, estava fotografado lá dentro – “como iria, então?”, você pergunta. Eu pego algo ou outro, ajeito as coisas ( (abano o ar) ) e saio – respondo suficientemente bem pra você com o meu gesto, até o ponto de ônibus e aponto a placa: pronto. Volto.
As moscas, as mesmas, me movendo entre suas mandíbulas por não me competer, talvez jamais – afinal não buscava o que me ajudasse a fazê-lo – mascá-las. Mas, “as mesmas?”, ouço. É, afinal, como sabê-lo? As máscaras, asas as libertando – e pareciam poder ser tudo, mais que eu, e isso acabava sendo o que elas são: você. Ali, se empunha permanentemente, cada. Fugia, cozinha, sala elevador: ela lá, e tantas, uma cada vez vinha e junto com outras, me faziam vítima. Não importa onde fosse ou se, com toda força, viesse. Eram tantos ângulos, de tantos pontos de vista as aprendia, ainda assim, era mosca: você. Era máscara.
Pensava que não voltaria ainda hoje, pensava chegar e fazer algo, arrumar talvez vaso, talvez o vidro, as manchas nele. Mas mesmo mudando o ângulo, atentando a algum outro algo, me convencendo visivelmente, sabia que devia sentar e servir um chá, café “ou pedaço de bolo? que tal?” – falava e pra disfarçar ao meu gosto, entoava mais emocionadamente meditando para que me parecesse uma música mais desmedida, falada, menos que se canta quando tem alguém. Não me parecia gentil o canto-reza que fazia em que nada casava daquele modo.
Decidi ser educado, sentar e, aí, pensei: mas porque raios essas moscas, porque ele. E as moscas e ele, ou ele, com as moscas, ou ele-moscas criavam as questões na minha cabeça, afinal, porque os dois? E ficava em silêncio: sentia-me virtualmente deselegante, na possibilidade de falar. Matutava quieto, na solidão quando, sem aviso, vieram vozes “como tanto se indigna sem pensar que, se bem considerar, vem você, ele e as moscas. Ele não vem contigo?”. Aqueles bixinhos-vultos voando eram, ao menos à vista de quem se visa são, os únicos estranhos ali.
caio.gabriel
deu curso de monstro ativo ao homem-mosca
ResponderExcluir:)
ResponderExcluirtopico
ResponderExcluirtopico
.
blog
spot
.
com
Ass.: gudiar.