terça-feira, 28 de abril de 2009

acordeon pintandoendo em sonos atraindo atrasado atravancando sonhos atrás e através da janela nas mãos do homenzinho atracado lá.
chique respira chiquechique respinga gotejachovevivevoavomita gotinhas, o céu, em cabeças vacilantes, e o acorde ofegante do instrumento atrapalhado.
Um som – insegurança - como aquele não tinha nem engendrava uma coragem tão expansiva parecida com aquela que impõe como necessidade uma cantoria arriscatarrada na madrugada igual a essa que atraía, guiava tantos sonhos por alí. Ali tinha e engendrava sim.
Uma instrumentação como aquela não era tão justinha para a situação, atraíndo a preocupação dos vizinhos, que já traziam galões de oxigênio para tentar fazer aquele jazente instrumento respirar melhor o ar intragável que ele mesmo criava-se e que criava algo-ar pouco criativo, mas respirava entre suas notas e cores e teclas sob pressões e botões. Ofegavafava infeliz o acordeon ante janelas e outras iluminuras
frio falido fodido facilmente corruptível acéfalo cínico cenográfico cegamente em entonação de insistoque
(seu objeto-valor atrás da janela em tom parecido, entretanto mais ofegostoso, trepava bonito, escondido e esguio, fugindo da partituramante que invadia seu quarto pelas frestas, saídas das mãos do amantriste lá fora).

sábado, 11 de abril de 2009



, caminha na melhor postura possível: passo pós passo periodicamente calculados; completamente puxadesticado, assim, e depois congelado; olhar unidirecionado; globocular cílios completamentensionados totalmentestáticos. Silicone na mão sobpele sobvômito seu. Ereção subzerada.

a boca a sua bulimia a beliche, parte de cima, em cima do amigo de infanciadolescenciadulto, ali servia de esconderijo. É difícil enxergar lá no alto. o bar a brincadeira a boemia e sua melhor amiga de infanciadolescenciadulto ali no beliche em baixo dele, e do vômito. o sorriso o cinismo o silicone e seus (da amiga de infanciadolescenciadulto) belos-grandes peitos ali sob suas (de qualquer que seja o homem) mãos, que estão (as mãos) entre suor saliva álcool éter e seu (desse homem, qualquer que seja o homem) vômito, sobre esses seios (da amiga) sobre sua amiga que está sobre, entretanto distante de um contato físico, do terceiro (o amigo no colchão inferior do beliche)

jogou-se sinuca ouviram-se sirenes saiu-se silenciosamente soluçando. Não eram bem bem adultos, só eram o que se via, ou seja, essa insegurança senhoril sabedoria surrada e aquele silicone que, entretanto, era um silicone que não se parecia com um, já que o que se via era um belo par-de-peitos e só, mas não tão pouco. O disfarce de belos-peitos o enganou facinho desfazendo sua roupa roubando a bebida de seu estômago o colocando ali ali-bem-ali em frente a sua, nua, melhor, gostosíssima-falsamente, melhor amiga de infanciadolescenciadulto.

aquilo tudo a excitava, cada micropedacinho de mal-digerida-comida ali sobre tudo, menos sobre ele, mas entre suas mãos. Ela pede pra lamber: mais e mais pedacinhos surgemergem. Lambelambenlambido, mas

já sabia que o amigo sabia: o cheiro no ar e o barulhinho, lá de mais próximo ao chão, de mão contra pele mole paf paf batidas rítmicas. Rapidamente voz-vergonha e sons cessam.

a televisão levemente fora do ar toca música erudita que junta com o arrulho na janela.

chegou-se a prever o estômago saltando junto com os últimos pedacinhos para fora do corpo, mas o rapazinho foi acordado para o décimo-terceiro fórum mundial de ética e moral cristã em um-dia-aí de qualquer-ano, onde-quando representaria a comunidade católica brasileira.

Caminhou com suas vestes longas esvoaçantes recém-lavadas cândidas deixando ar fresco como de piscina com água recentemente tratada.

Sabendo que caminhou para saber que a conferência foi invadida por membros do greenpeace que defendiam a homossexualidade entre animais e pensaram que aquilo era uma reunião da ONU para discutir os efeitos das armas-químicas da chinassocialista nos ursinhos que viraram pansexuais e que seriam importados para palestina para serem esquartejados por muçulmanos enquanto vestem kipah o que seria transmitido, através de uma intervenção nos sistemas de satélites, para a televisão israelense e poderia incentivar atos mais intensos de terrorismo dos grupos chechenos separatistas, mas como não era a ONU, o pessoal do greenpeace decidiu se juntar aos religiosos ou-sei-lá e rezar pela salvação da alma dos religiosos mortos em abalossísmicos na europa, dos outros mortos também, e por uma justa intervenção divina na resolução dos problemas entre tribos africanas , na guerra-civil de Huanda, na depressão-americana, na cabeça, possivelmente, do futuro príncipe inglês.

Então, o homem (qualquer que seja) pôde, deliciosamente, relaxar, ir se limpar bem-limpo-corpo-alma num banhozinho gostosinho:

CHUÁ CHOC CHOC CHUÁ

segunda-feira, 6 de abril de 2009

provando que

arte vem dessa merda todadistanciapossível ou muito pelo contrário

todomomento-um-momento

Opa,
como estaria a vida?

um grandeturbilhão tudotruques entulhadostrotes putzpindaíba puxa puxavida tuneisturvos e

-TRUCO!
O mundo parecia muito mais poluído quando representado sobre o escapamento daquele caminhão
, na porta do bar o movimento era o mais caótico dentro da linearidade-avenida-engarrafada e aquelas mesinhas-plático-cerveja estavam ali confortáveis-afogadas-bêbadas-quasestáveis
, as pessoas eram as mesas, cadeiras.

Uma delas transpirava pintava de brava e aquilo tudo era álcool
(de alguma forma era)
(inevitavelmente) as pessoas se descontentavam-cuspiam-atravessavam-escondempernas e seguem como fluissem mais que fruiam dos carros as pessoas neles contidas, fluindo o ambiente.
As cadeirespreguiçadeiras aproveitavam.
Mas porque? O espaço que despendiam representava algo. O clima ali não era fácil. Aqueles homenzinhos tinham mesmo caras que os faziam odiados por qualquer um que não odiava tanto quanto
Eles já não percebiam o quão espreguiçadeiras eram aquelas cadeiras: o “TRUCO” era do dono e o dinheiro também
O pigarrear do caminhoneiro no mundo-de-fora-na-avenida era quase tão íntimo quanto as regras do jogo eram, enquanto ele olhava a mesa quase de passagem, eterna.
O clima-crise era fumaça-tragável ficando frio-escorrido pelos pescoços dos homens olhando um lado e outro cara-de-nada cartas de tudo importante abrigando a família casa sobre a mesa o pingo-duração-queda-catapulta catalisando o homem que

N’outra passa rápido passa a pé a nado
FULIGEM
-NARIZ

AQUELA SITUAÇÃO JÁ ERA INSUPORTÁVEL, ORA, AFINAL passar por ali já era chato já espera o vômito ao chegar em casa só de olhar
, mas pára, mas bebe, mas serve os amigos
, que o enojavam

REGRA Nº1: existem pessoas que são e que não são desse tipo, sabe?

ele não era tipo estereotipado gostando daquilo mas não daquele jeito participando sabendo fazer suas críticas não se entregando mas não sabendo evitar porque evitar é ruim e porque é bom defender convicções e o que se faz e a mulher em casa cobra e respostas firmes ficam a frente de qualquer quantidade qualidade de argumentos e saber que não é de tudo certo mostra classe e classe é importante assim não se fica como todos aqueles que só se esparramam por cervejas bares pinhas vinhos se com classe mas sem nenhuma em muitos casos e não fica bem ser muito idealista e entregue como fascista socialista porque extremismo podem estar ultrapassados e sempre olhar mais geral
Ele não sabia de nada disso. Ele não era tipo estereotipado.
Todos os dias passava e parava por ali aquele homem que não era bem como os outros, como um ponto em destaque, sentado ali e bebia muito. O suor não era seu, mas do homem que sempre o abraçava com um ar semi-piedoso como amigo antigo que não quer mostrar a piedade que é eticamente bom se mostrar, mas não quando é assim amigo. O abraço era dado-recebido sempre ao som de “mais sorte hojein companheiro, ouquei?”

Mas no jogo não há tempo no jogo há dinheiro em jogo há um porco em promoção com muita carne fresca, mas o fungo sempre paga mais barato pela gordura ganha durante toda uma vidanimal. Desconta impostos:

“quanto?”
“duascanastras”
“reais”
“sim”
“na mão?”

a coceira era insuportável, definitivamente, do tipo inegavelmente doente, mas eram cortes de cartas bem apertadas nas mãos: o som-mudez era roçar-de-mãos.
Respirarrepassarrespira passa pensa puxa olharrespira joga com bastante impulso, um dos pulsos na mesa e a frase:
“ah, nem quero jogar até o final aqui, lembrei que lá em casa tem um baralho novo”. Na casa também não tinha aquele cheiro horrível-tenso de salgadinho-plicles-cerveja. Além de tudo, todos já haviam entendido.

Chegando lá juntos daqueles outros milhões de gotas de suor, já fizera a ligação. Sua filha estava lá, deitadinha sobre a mesa, coberta de cartas de baralho novinho.
Era a sua dúvida-dívida.
Eles compraram e a nova coleção de roupas-cartas chegará às lojas dia 10/08.