
motivar. mote variante. mole torturante:
“a responsabilidade é sua meurrapaz”
“a escolha é sua meurrapaz”
(tipo, cara, achei bom o negócio de frases curtas com um ar de...meio que...definitivas, sabe? Pode ficar parecido com essas frases de empresas, assim meio que motiva a palavra escrita e tal)
Metas aos militantes, vestem a camisa, são a empresa, é, issomesmo, são a empresa, é, meurrapaz...
Vocês formam a empresa. A empresa ta em reforma. Ante vocês, olhem, está tudo como queriam? Queriam transforma ou deforma ou, ou, sei lá, é um show de opções. Vocês formam a empresa, rapazões. São mesmo como militantes, vestem a camisa, são como militantes, mesmo...
(essas coisas são só parte do discursopadrão de patrão, ou o que o valha. Acho bem bonito)
Mas aquele mês não deu. Aquilo tudo era um ruído ruim que dizia que passou rente, mas, ruínas. Arrancariam sua piroca com a boca e, porra, tinham toda razão, afinal ele cansara de ouvir aquela merdatoda, sagradamerdatoda: ele que formava a empresa, ele era um pedacinho dela, pedacinho do corpo, mas a alma da empresa, bem maior, era formada pela soma das metas de todos que trabalhavam ali. Porra, ele deixou um cacete dum buraco bem no meio da alma daquilo tudo. Qualquer caralho mediano poderia foder gostoso com a empresa, se visse aquilo ali.
Agora ele tava lá parado em frente a sua mesa, um dia depois do fechamento-de-metas e seu telefone tocando
(suspense, mas, mais que tudo, enfim, talvez fosse drama)
Esse outro aqui sabia bem: era o fígado. Muito correto, não bebia, fumava, tentava parecer até mais dedicado realmente era. Era suficientemente dedicado. Funcionava bem, era parte da empresa. A empresa - como já estava cansado de tanto saber - era como um corpo, ele tinha função de filtrar retirar impurezas para tudo funcionar melhor.
Na sala do chefe, ouvia, pela centésima vez, aquela história de importância e de fígado. Cansado, foi direto:
-Se sou a fígado dessa porra e se essa porra é uma merda dum corpo, mande esse lazarento pruma clínica de desintoxicação duma vez que eu já to ficando todo furado nessa merda, porra.
(pausa para riso preso e sem graça do leitor? Não? Não?)
(é só isso)
(tempo para desconcerto do leitor? Pode ser? Ahn? Sim, é só isso)
“a responsabilidade é sua meurrapaz”
“a escolha é sua meurrapaz”
(tipo, cara, achei bom o negócio de frases curtas com um ar de...meio que...definitivas, sabe? Pode ficar parecido com essas frases de empresas, assim meio que motiva a palavra escrita e tal)
Metas aos militantes, vestem a camisa, são a empresa, é, issomesmo, são a empresa, é, meurrapaz...
Vocês formam a empresa. A empresa ta em reforma. Ante vocês, olhem, está tudo como queriam? Queriam transforma ou deforma ou, ou, sei lá, é um show de opções. Vocês formam a empresa, rapazões. São mesmo como militantes, vestem a camisa, são como militantes, mesmo...
(essas coisas são só parte do discursopadrão de patrão, ou o que o valha. Acho bem bonito)
Mas aquele mês não deu. Aquilo tudo era um ruído ruim que dizia que passou rente, mas, ruínas. Arrancariam sua piroca com a boca e, porra, tinham toda razão, afinal ele cansara de ouvir aquela merdatoda, sagradamerdatoda: ele que formava a empresa, ele era um pedacinho dela, pedacinho do corpo, mas a alma da empresa, bem maior, era formada pela soma das metas de todos que trabalhavam ali. Porra, ele deixou um cacete dum buraco bem no meio da alma daquilo tudo. Qualquer caralho mediano poderia foder gostoso com a empresa, se visse aquilo ali.
Agora ele tava lá parado em frente a sua mesa, um dia depois do fechamento-de-metas e seu telefone tocando
(suspense, mas, mais que tudo, enfim, talvez fosse drama)
Esse outro aqui sabia bem: era o fígado. Muito correto, não bebia, fumava, tentava parecer até mais dedicado realmente era. Era suficientemente dedicado. Funcionava bem, era parte da empresa. A empresa - como já estava cansado de tanto saber - era como um corpo, ele tinha função de filtrar retirar impurezas para tudo funcionar melhor.
Na sala do chefe, ouvia, pela centésima vez, aquela história de importância e de fígado. Cansado, foi direto:
-Se sou a fígado dessa porra e se essa porra é uma merda dum corpo, mande esse lazarento pruma clínica de desintoxicação duma vez que eu já to ficando todo furado nessa merda, porra.
(pausa para riso preso e sem graça do leitor? Não? Não?)
(é só isso)
(tempo para desconcerto do leitor? Pode ser? Ahn? Sim, é só isso)
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