domingo, 3 de outubro de 2010

adstringência musical - uma música básica

tu se toca e dá choque na xota          tudo a mostra quer foda nas costas          cê chupa cê lambe cê gosta
e se toca e se bota a mostra     e se toca e se bota a mostra

contarolava na rua. o guarda passa: ufa, o cara com boné e cara escurecida, o que se mostrava com parcas espressões faciais - constatáveis, só a seriedade de dar medo e a aba do boné que esconde os olhos - era o outro, não ele. é seco, não muito claro, o que se vê. lhe vem e lhe fica, cada imagem. é  visão.

o som que toca     te sobe a bunda     te meto as bolas     na tua buça
e vem mais que vira     vem cai na pica     vem cá me pira          vem cá loirinha          vem cá vem cá
vem cá que mete     vem cá prum teste          vem cá me mete     vem cá pro teste

No passado tão bom. Agora, tudo diferente. Tudo ainda nostálgico. O ar sem nada de atual mas nada maturado, também.

( ele    ele    ele    ele    ele    ele    ele    ele    ele    ele    ele    ele    ele    ele    ele    ele    ele    ele    ele    ele    ele    ele     )

O centro, sempre sem tanto espaço. Ponto pintado? - menos que objetivado, porém bem mais influente que todo sujeito. Único sujeito, pra ele, além dele. Centro, ímã sobre o real. Centro como ponto de atração, verificação dos significados, comparação com vidas. Um centro como condição. Periferia, só, surgia. Periferia expandia. Crescia.

(    quer    quer    quer    quer    quer    quer    quer    quer    quer    quer    quer    quer    quer    quer    quer    quer    quer    quer    quer    quer    quer    quer )

decidira pela catábase, aí desceu até onde se anda. devia cumprimentar alguém que o cumprimentava também. aprende a compactuar, recebe ajudas. agora pode até andar como os outros. E deixaria de vez aquilo para traz, aquilo que o...aquilo que...aquilo, epifania. E, quanto a centro, o mesmo, o mesmo, o mesmo.

( ...)

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