domingo, 14 de dezembro de 2008


a madrugada me consola na sola do sapato na sina do safado que sem carro sai a pé

Mas, eles, queriam cafeína, eles,
cocaína era o que eles queriam.
Vieram. Vi, eram eles que vinham.
Eram tão sei-lá-o-que e tão sei-pra-que...

na ponta da piroca pinta pororoca pra parar água desbaratada

...e era meio que inevitável perceber a fúria.
Queriamporqueriam. Vinham, viam-me e
não só, espreitavam...

medo dos pelegos o pára no puleiro do pedreiro

...muito grande, su'angústia. Acaba tentando desviar.
Faz que não vê. Cigarro pra boca, isqueiro pro cigarro,
cigarro pro medo. Encosta-se no andaime. Faz pose...

na sina da fumaça faça sua calma ou fuja da desgraça e refaça sua alma?

...químicas, mais misturas, mais químicas e mais e maismais
e mais seus pensamentos se confundiam.
Eles, entretanto, não pensavam o que queriam,
só sabiam. Eles chegaram bem perto. Firmes como carne,
encararam, abordaram-no...

cata cocaína e nós saímos na surdina

...o moço puxou papo abrindo a carteira.
Passou o que tinha de branco por ali.
Era pouco, satisfez...por uns dez minutos...

...conversavam sobre a crise e suas sérias consequências no mercado branco, coisa e tal.

mas o homem tão malandro pega e passa tanto que no fim sai ganhando




Um comentário:

  1. Uhh... bom! Taí gostei...
    É bom, acho que... o pó é do bom!
    =]
    Gostei!
    Se eu fosse um crítico não teria gostado!
    Essa é a função do crítico ,não gostar de-nada.
    MAs eu não sou crítico, ora..
    Então gostei!

    Victor Grampa

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